quinta-feira, 2 de março de 2017

A embriaguez do pensamento

O pensamento perturba a serenidade do espírito,
mantém-o distraído da paz celestial

O caminho do silêncio

No silêncio escuto-me,
oiço,
não me cheiro mas,
quase que me vejo

No silêncio sou o mestre do meu corpo
e este responde-me

No silêncio aproximo-me de que sou,
ou de quem quero ser

No silêncio o tempo estagna,
aquele que realmente me causa anseio
e me ofusca a vida

 No silêncio encontro o caminho para a luz,
reconheço a quietude
toco nas esferas mais subtis

No silêncio, as emoções tornam-se maleáveis,
mas o espírito ainda está invisível

Talvez ainda não seja este,
o verdadeiro silêncio

Ou talvez este não seja suficiente

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A ilusão da distância, a percepção do tempo, a objectividade e subjectividade dos mesmos

O tempo, o espaço, a percepção, a objetividade e subjectividade. Tudo é gerido no âmago do ser, ou não será?

Quando nascemos o tempo está estagnado. Parece um carro velho, sempre avariado e a cada vez que anda fá-lo devagar. Porém à medida que crescemos, o carro vai regenerando, ganhando velocidade, ao ponto de andar em excesso de velocidade e sem travões. Incontrolável, por fim.
A percepção que temos do tempo é por isso bem diferente nas diferentes fases da vida. A intensidade com que vivemos, as distrações, as preocupações e ocupações geradas alteram por completo a percepção que temos do tempo
O espaço... Também quando nascemos tudo nos é gigantesco, inacessível, fantástico e glorioso. À medida que crescemos e começamos a dominar o que nos rodeia, tudo se torna banal, a própria distância se ultrapassa com todos os transportes rápidos que temos à disposição.
Tudo está ao nosso alcance, até que um dia, a vida tira-nos tudo e voltamos a ficar subjugados pelo espaço. 
Curioso é, que nessa altura o tempo volta a parar.

Acho por isso fascinante a reflexão sobre estes dois factores que moldam a vida humana e que a medem. Como é que eu posso desacelerar ou acelerar o tempo, como posso dominar ou deixar-me contagiar pelo mesmo a meu belo prazer?

Será isso possível?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Desconstruindo o homem sobrenatural, aceitando-me como súbdito de Deus

O Homem tem, em toda a sua história, assumido um papel divino e portanto paternalista sobre o mundo em que vive.

Forçamos a evolução do vizinho com ...persuasão...

Reconstruímos o que destruímos com a ideia de fazer melhor

Aniquilamos a biodiversidade e julgamos regenerar o equilíbrio com uma visão autista da sustentabilidade

Desprezamos as necessidades do corpo e da mente mas julgamos ter a capacidade de criar a pílula que nos mantém plenos,sem que o mérito tenha lugar.

Gerámos sociedades desiguais e depois damos esmola aos que estão por baixo considerando isso caridade.

O Homem, que na verdade é hOMEM adoeceu, desenvolveu a psicose de se achar DEUS, achou-se no direito de se apropriar de tudo e alguns, de todos. Um DeUs assimétrico, um DeUs que julga e critica, que ajuda e põe de parte. Um DeUs que faz de acordo com os seus desejos e interesses, um DeUs que ajuda quando pode, quando isso não o perturba. O hOMEM tornou-se num DeUs que de DEUS apenas a palavra possui, pois em tudo o resto, nada se assemelha a ele


Chegados aqui há que deixar de sonhar, há que descer à terra, respirar fundo, e VER, SENTIR e OUVIR a nossa mortalidade, a nossa pequenez, a nossa insignificância apenas contrariada pela capacidade de destruição, pois esse sim é uma grande capacidade do ser humano...

Por isso aceito-me como súbdito de DEUS.

Porque não quero ter o fardo daquilo que não sou
A responsabilidade sobre algo do qual não sou capaz
Porque quero combater a ilusão, a ilusão que os sentidos me oferecem

Como súbdito, não planeio interferir
não pretendo intervir

Desejo apenas poder não desejar. Quero apenas que o meu coração siga os desígnios do altíssimo e que não tenha qualquer outra ocupação que o possa confundir.

Desta forma, acredito que nada do que possa fazer, irá ferir o mundo. Pois o que DEUS criou apenas ele pode gerir, apenas ele pode eliminar. Se eu for apenas uma ferramenta de DEUS, então não serei eu a agir, mas será ele.
E por isso tudo aquilo que possa vir a acontecer, será por vontade Dele e não minha. O meu coração pode descansar em paz, a minha consciência engrandece e o meu espírito imortaliza-se

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Fixação ou contínuo...

Conhecer é estabelecer o horizonte
É lapidarmos o universo da intuição 
Castrarmos o poder transformador do espírito e repousarmos sobre o conforto da morte

Aquele que sabe isto, esquece os conceitos, despreza os ritos e vive despreocupado com o futuro. 

Não se torna intelectual mas sábio, não procura a fama, mas todos querem a sua palavra

Ao esquecer o que é mortal, lembramos o que é perene. Ao largarmos as diferentes dimensões da matéria (física, emocional e mental) acedemos a luz estrondosa do nosso coração. Por isso todos são atraídos por ela, por isso todos procuram o imortal

O imortal não é aquele cujo corpo vive para sempre, mas sim o que, após a morte física permanece eternamente ligado á luz divina

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Moderação

Abandona a paixão e nunca conhecerás o ódio
Acolhe a luz cristalina e vive na serena alegria

terça-feira, 31 de março de 2015

Atingir...

O que nos permite alcançar o objectivo não é a fixação neste,
Mas sim, a persistência em percorrer o caminho que nos leva até ele

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Caminha para a luz

Não cultives o que é passageiro,
pois corres o risco de partir com ele

Nutre o que é eterno e torna-te perene

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mudar o mundo...

Estamos no início do séc. XI e continuamos a viver com ódio rácico e religioso, lutas pelo poder material. Com tudo isto as vítimas somos todos nós, embora mais uns que outros...

Líbia, Síria, Ucrânia, Sudão, Coreia do Norte, Iraque, entre outros, são exemplos onde milhares de pessoas morrem todos os dias e porquê??? Porque o ser humano não é sequer um animal, é um monstro cego que não olha a meios para satisfazer os seus desejos mais egocêntricos.

Em alguns países do médio oriente, sul da Tailândia, República centro Africana, Nigéria, Guiné, Irlanda, entre outros, as pessoas matam-se apenas porque seguem religiões diferentes. Competem entre si,  afirmando a perfeição da sua religião com a morte daquele que segue um religião diferente.

Milhões de pessoas morrem por todo o Mundo e TODOS os dias apenas e só, porque nem sequer olhamos para o lado, porque não damos uma esmola, um prato de arroz ou uma roupa para vestir

Vivemos tão centrados em nós mesmos, que estamos preocupados e revoltados porque o governo nos tirou dinheiro da pensão ou o vizinho estacionou o carro à nossa port, quando no Sudão se luta por uma gota de àgua, no Iraque se procura asilo para sobreviver, na Coreia do Norte continuam a viver oprimidos, em alguns países do médio oriente se continuam a apedrejar mulheres adúlteras, etc.

Será que poderemos continuar a viver descansados a nossa vida enquanto, todos os dias, morram milhares de pessoas por diversas razões?

Nos dias que correm gastamos milhões em inseminações artificiais, em transplantes, em cuidados paliativos, em cirurgias supertecnologicas que melhoram a qualidade de vida ( em alguns casos que satisfazem alguns "caprichos") de menos de 1% da população mundial, quando todos os dias deixamos morrer pessoas com fome, desidratadas, com infecções menores. Estará isto correto?

Vivo preocupado com esta realidade desconcertante. Vejo telejornal e observo mais de 10 minutos de notícias sobre desporto ou melhor, futebol!, mais um tanto em lavagem de roupa sobre política, um famoso que terminou a sua relação, uma entrevista a um actor que vai iniciar um projecto televisivo. Sem dúvida que são coisas muito importantes mas creio haver outras, ainda mais importantes que deveriam estar no cimo da mesa, para que todos nós pudéssemos ficar alerta e começar a por mãos à obra!

O que me preocupa mais no meio disto tudo, é que não encontro uma forma de poder ter um papel francamente activo na sociedade para que nós possamos, todos juntos, curar este mundo doente. É claro que há muito que posso começar já a fazer, como ajudar os pobres, prestar apoio aos idosos, praticar o bem de uma forma geral. Não quero de todo menosprezar este comportamento, pois se todos o tivéssemos o mundo estaria certamente diferente. Mas na actual situação precisamos de um remédio mais forte, de algo que chegue mais longe. Precisamos de algo que dê humanidade a estes zômbies que andam a corroer o Mundo, à custa da ignorância, traumas de guerra e de revoltas sócio-culturais.

Mas o quê?

O que poderemos fazer?

Continuo à procura de uma resposta...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A ausência de expectativas elimina a frustração

Aquele que aprende a viver sem cessar,

a ouvir, ver e sentir
sem nunca transformar,
aceita, sem contestar
aprende e avança
Não se atrasa com a frustração ou desilusão
mas permanece na quietude interior

quarta-feira, 16 de abril de 2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Amor tudo alcança

No periodo mais negro, surgiu a luz mais cristalina e pura qu. O universo alguma vez conheceu
É a escuridão que encontramos a luz,
Na humilhação que nos engrandecemos
Na opressão que nos libertamos
É ao sermos agredidos que o amor dignifica, faz crescer e florescer.
A vida põe-nos à prova das formas mais diversas, mas também mais duras

No coração, encontramos sempre a solução
Na fé, a coragem

O amor é terno, não é ríspido
O amor é tolerante, não é impanciente
O amor é amigo e justo, no entanto, não é critico

Se conseguirmos ter estes princípios sempre em mente,
Viveremos melhor
Viveremos em paz
E, sobretudo
Viveremos em harmonia com a humanidade e a natureza

Nunca deixes que a impaciência te retire a lucidez
Não permitas que a vertigem crítica te adormeça a tolerância
E acima de tudo,
Nunca te envergonhes em amar com todo o coração,
Invadido pela imensa fé que possuis

Com muito amor,
Do teu filho...

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Percorrer o invisível é um acto de fé

Avizinha-se o maior desafio de todos,
o de preparar alguém para um futuro que desconhecemos
Definir o melhor quando nem o conseguimos fazer nós mesmos

Estranho esta responsabilidade para a qual não estamos preparados
Seáa que num momento de dúvida, anseio e medo teremos aquilo que é necessário para acomodar o nosso filho
será que quando este estiver em sofrimento, conseguiremos resolvê-lo

será que os devemos guiar? ou apenas amparar...

Deveremos transmitir os nossos valores? ou deixa-los absorver o mundo a sua medida...

O que fazer nos momentos em que o perigo e eminente?

Na revolta, como reagir?

Na tristeza como acarinhar?

Na fraqueza como dar força?

Este desafio é forte demais para alguém que ainda se descobre a si mesmo.

Que respostas dar quando nos mesmos nao as temos?

Desejo que Deus, através do Espírito Santo, me invada com sua sabedoria, para que ela nunca se esgote nos momentos chaves da vida.
Apenas na presença de Deus, me sinto seguro em afirmar que o meu estimado filho poderá ter um bom pai, isto porque o Pai olha por ele por meu intermédio.

Somos pequenos, frágeis e inúteis sem protecção.

Que a fé nos guie, nos mostre o caminho

Que Deus nos proteja e que nós o possamos glorificar!

Abandonando a Ignorância

O bom senso é amigo da sabedoria

Impossibilidade

Impossível é apenas aquilo em que o indivíduo não crê, por não ter presenciado. A impossibilidade é apenas uma barreira criada pelo próprio, ou imposta por alguém que tenta condicionar o homem.
A ausência de fé, ou a certeza de que a impossibilidade existe, está na raíz da manipulação do ser humano.
É através da perda da fé que o ser humano deixa de buscar algo mais, algo diferente. Algo que sonha mas em que já não acredita.
Para as crianças não há impossíveis, todos os sonhos são passíveis de ser concretizados; no adulto, a impossibilidade molda a vida desde já condicionada por regras, que visam dar segurança mas que acabam por trazer ansiedade.

No momento em que compreendemos que a noção do impossível é apenas um obstáculo mental criado por nós, seremos livres de sonhar. Quando o homem volta a sonhar, a vida tornar-se-á mais colorida.
Na mente tudo será possível e em nome de um sonho, uma ideia ou até mesmo fantasia, ele irá percorrer a sua vida livre e sem medo até encontrar aquilo que realmente procura, desafiando os seus próprios limites até ao final dos seus dias.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

No dia em que o Amor ultrapassa as barreiras racionais

No dia em que o Amor transcende nossa própria consciência, tudo se transforma, aquilo que era teórico, filosófico deixa de o ser e passa a algo de igual dificuldade de entendimento, mas totalmente real. Como um pico cravado na carne, este Amor que se realiza no ser é forte demais para ser apagado ou retirado, e profundo demais para ser entendido e é demasiado grande para poder ser explicado
O Amor proveniente de uma relacao amorosa é intenso, extasiante mas nem sempre prolongado.
O Amor partilhado na amizade é pacifico e altruista, extraordinário de se sentir e partilhar mas tem limites.
O Amor que se sente pelos pais e irmãos é gigante e fazemos tudo ou quase tudo por eles, mas geralmente tendemos a pôr-nos em primeiro lugar.
O Amor que se sente pelo filho, é o amor máximo que se poderá alguma vez sentir. O Pai tudo dá, tudo providência, em tudo se sacrifica e de tudo abdica, pelo seu filho. Não creio existir Amor maior que este, o que anula o Eu em função do Filho, aquele que está para vir e que será. Esta devoção, entranhada na Alma humana é de tal forma profunda que não a conseguimos entender de forma racional, podemos tentar explicá-la mas, se não a sentirmos, nunca saberemos como é na realidade.

Dou graças a Deus, à minha familia e à minha mulher, ter-me sido possível sentir este Amor tão profundo e, pensava eu, inantingível.
Nada sou sem a felicidade do meu filho e a maior realizacão que poderei ter, será aquela que ele obtiver, pois ele e a minha extensão, a semente que semiei e o filho que Deus me fez sonhar.

Eternamente grato

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Como alcançar o destino

Mantém-te imóvel
Quando o sucesso parece instalar-se,
não te deves iludir
Quando pensas que desapareceu,
não te desvies do teu rumo
Sê forte como uma àrvore
flexível como o bamboo
paciente como a água
e incansável como o vento

Se seguires o teu caminho pela ausência dos sentidos
rápido chegarás ao destino
Sem precalços nem sofrimento

É o fim que o Homem pretende

É o destino que poucos percorrem

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Sapiência...

O sábio tem um entendimento perfeito do Divino e de todas as suas interacções com o mundo inferior O homem realizado vive com e no Divino, experiênciando continuamente as suas maravilhas Um e o outro nao são o mesmo Um é a representação do divino na terra Outro é o professor para o entendimento dos céus Para um tudo reside no coração, e por isso nao existe entendimento, apenas vivência Para o outro a mente descodifica aquilo q o coração ainda nao conseguiu alcançar Abençoados sejam os dois. Que muitos possam existir, para que o homem comum tenha uma escada que lhe permita chegar ao céu.

O verdadeiro crescimento

Para haver crescimento não se pode olhar apenas a uma parte, mas sim ao todo. Da mesma forma que para a maré poder subir para cima de uma praia, a areia tem de estar pronta a receber a agua, o ar cede-lhe o espaço elevando-se aos céus Só com humildade, espirito solidário e uma boa capacidade de analise se pode chegar à unidade Não desprezar as fraquezas, pois elas espreitam uma oportunidade para atacar Não sobrevalorisar as qualidades, pois estas, facilmente se diluirão no ego e se transformarão em demónios que corroem o espirito Esvaziando a mente, qualidades e defeitos convergem, chegando até a virtude de um coração vazio. Repleto de vazio. Só no vazio a luz pode ser vista

Dao

O dao não pode ser ensinado Apenas descoberto Não o podemos explicar Mas podemos senti-l Não o podemos possuir Mas podemos viver nele

Ser Mãe

Ser mãe é gerar, é perpetuar a vida
É dar esperança à humanidade
Ser mãe é nutrir e cuidar
É proteger e educar
Ser-se mãe é concluir na terra, o que foi prometido no cé
É dar a si mesmo a alegria eterna da satisfação plena.
Ser mãe é...
Maravilhoso!!!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A via correta

A via do Dao é a via da conscência
É um caminho unipessoal
Que não pode sofrer influência externa, ou deixa de ser profundamente consciente
Por isso, ensina-se o Dao através do exemplo da observação da sensibilização
É no livre arbítrio q se encontra o Dao

terça-feira, 3 de abril de 2012

Crescimento

Sermos melhores que os outros é um desafio simples;
Superarmos as nossas limitações, requer o esforço de uma vida

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Simples pedra

Pedra fria
rude e esguia
Niguém te liga
em ti ninguém te confia
maltratada por todos
desde os empurrões da terra
aos trovões
dos pontapés dos jovens e adolescentes perdidos no amor
espesinhada por velhos
atropelada por máquinas

Aí permaneces
quieta na inquietude que vives
serena
firme
sólida
imperturbável
forte

Assim é a tua vida

Assim gostava que a minha vida fosse...

domingo, 18 de setembro de 2011

Tempestade estéril

Que confusão esta
que anda em meu Coração
não sei o que sinto agora
sentindo tudo o que há para sentir

Alegria e nostalgia
confusão tranquila
amor e desamor
serenidade e ansiedade

Tudo viaja em mim neste momento
ocmo se de um zoo se trata-se
o meu coração não se reconhece em tamanho turbilhão

Que magia esta,
a de tudo sentir
mas de nada guardar
e de não controlar,
aquilo que está para vir

Quieto tento ficar
esperar pela minha oportunidade
a de ver a fonte luminosa
e a ela me encostar

Para que a sombra desvaneça,
para que a luz me ilumine,
o meu coração se purifique,
e para que a minha alma sossegue em paz

Caminho torto e sinuoso este, que decidi tomar
vida confusa a que escolhi,
sem ainda ter compreendido o seu propósito
caminharei,
caminharei sem desistir
e um dia,
um dia lá chegarei!

Que profundo amor este, que acordaste em mim

Sei que sempre estivemos ligados
mesmo quando afastados
as nossas almas permaneciam ligadas
como se fizessem parte uma da outra

Tens sido o porto de abrigo do meu Coração
a âncora que o mantém quieto e sereno
És tu que me entendes
És tu que me estimulas

Sinto a intimidade a correr pelas minhas veias
sei a verdade
a minha, e a tua
porque somos o mesmo
falamos a mesma linguagem

Agora que abriste a porta do meu Coração
não peças para fechá-lo

Agora que me encheste a alma de felicidade
não me peças para a desperdiçar

Bem sei que a única coisa que nos mantém separados neste momento
é o medo de nos unirmos para sempre
o receio de cair num abismo
a incerteza criada
e a anulação do que de tão bom já existe
mas o tempo não se repete
a vida precisa das almas para florescer
e as almas precisam da criatividade amorosa para existirem

Não me retires, o que de forma tão bondosa me entregaste
partilha comigo o que tão bem conheces

Engrandece-me com a tua presença

Ama-me
e faz-me Existir

sábado, 17 de setembro de 2011

A felicidade...

Onde para essa felicidade,
que invade as crianças
e alguns que já a passaram

A espontaneidade descontrolada,
o medo inexistente
e com a vergonha por descobrir
o tempo adormece
e a eternidade aparece

Não é esta a vida eterna?
Não será isto o que o imortal procura?
Aquilo que o mestre ensina?

No momento em que o coração se ilumina
em que tudo deixa de existir
e o absoluto se esbate a nossos pés

Tão preciosa és
profunda felicidade
tímida é certo
mas fazedora de milagres

Um dia te encontrarei
Um dia serás conquistada

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pensamento disforme

Àgua mole em pedra dura,
tanto bate até que fura.
A resistência é uma virtude,
assim como a teimosia, que quando acertada é determinação.
Não sei onde este pensamento me leva,
este não pensamento,
agora que estou triste
ferido na alma,
incerto do meu rumo.
A felicidade parece uma miragem,
uma ilusão, neste presente momento.
Parece que o coração está ferido,
um buraco negro aqui sinto,
sem nenhuma certeza em mim.
Que alívio este,
o de não saber,
ou o de saber que não sei,
o de não contrariar,
de não condicionar o que está para vir.
Agora entendo este fardo que carregas,
de ter em mãos o destino de todos,
conhecer o sofrimento que aí vem,
e a libertação que está para vir.
Só alguém que nos transcende pode...
...pode!
Estão não inteligência humana, conforta-me.
Confio em ti,
acredito em ti,
espero que tenhas fé em mim,
espero que encontres neste pobre ser,
utilidade para os teus desígnios.
A ti estou entregue de braços abertos,
mergulho de cabeça nas tuas águas,
sem saber para onde me levas,
confio.

Bem sei que o percurso somos nós que o temos de fazer,
que hipocrisia esta, a de colocarmos em ti o nosso desígnio,
e nada fazermos para que esse mesmo se cumpra.
Bem sei que entre a fé que tenho e a entrega que te devo,
tenho também de percorrer os caminhos que me proporcionas.
Sei que não basta me entregar,
tenho de o fazer em vivacidade,
tenho de ser na terra aquilo que pretendes que sejamos.
Nesse sentido, se fizermos tudo o que desejas,
mais fácil será a tua tarefa,
mais plena será a nossa vida,
e a terra mais próxima estará de Ti.
Tão simples este príncipio,
não fosse o desejo e o apego humano, complicar toda esta equação,
não fosse a cobiça, o ego e os outros compinchas,
lutarem para que tudo isto não passasse de um sonho.

Pois já nos mostraste que é possível!
Cabe-nos a nós realizar na terra aquilo que já foi realizado no Céu.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Felicidade

A felicidade não se encontra em fazermos aquilo que queremos
mas sim, em viver, não querendo

Sabedoria

A curiosidade gera conhecimento,
a tranquilidade alcança a sabedoria

Ao meu grande e eterno Mestre

Homem santo aquele que conheci, olhar tranquilo, sorriso terno tantas coisas contigo aprendi Aquilo que me ensinaste, nada tinha de exclusivo a todos foi entregue, certamente poucos contemplaram Essa sabedoria tão antiga que todos nós reconhecemos e poucos conseguem integrar era tua por natureza como se contigo tivesse sido criada Sempre te admirei, por tudo o que foste, ainda és e acredito que serás Pelo que me ensinaste no silêncio, no olhar e no sorriso na temperança que tanto te caracterizava e na tolerância que sempre te acompanhava Foste meu avô, o meu primeiro mestre, talvez o maior que alguma vez encontrarei A ti te devo grande parte desta pequena consciência que criei e agradeço aquilo que vivi junto da tua companhia Nunca te irei esquecer e para sempre te encontrarei como a minha pedra angular Embora não mais te veja Permaneces no meu coração Claro como a água cristalina perfumado como a flôr do jasmin brilhante como o luar e caloroso como um dia primaveril Meu rico amigo e avô Aqui te presto esta pequena homenagem que tanto gostaria de ter feito pessoalmente Até sempre avô Zé...

Visão tardia do meu amor

Tu, tu ser escondido que habitas nessa carapaça mostras-te pouco és discreta, no entanto apaixonante até essa casca efémera que escolheste obscura, de resto assim tu és também encerras um mundo no teu silêncio despertas o meu coração com o teu sorriso... Mas porquê dar vida a essa carapaça inerte por natureza sujeita à erosão do tempo altruismo, será? Mesmo assim atraiste-me para perto de ti com esse cabelos contegiados pela cor dos teus olhos silhueta digna das mais belas imagens produzidas pela natureza Essa atitude viva, por vezes fogaz inocência espontânea, brincadeira inocente e feliz Sim, entendo entendo e aceito porque deixaste que esta criança, criança esta, que envelhece precocemente aos teus olhos, deixasse ter este momento de liberdade. Na verdade porquê negar a uma linda borboleta o pouco de vida que possui, quando nós muito mais poderemos gozar Estou apaixonado por esse véu, por vezes de seda, outras de lã e algodão outras ainda, de um tecido de qualidade menor, mas sim é paixão aquilo que sinto. Mas e o Amor, ai o Amor Digno sentimento que procuro sentir de forma permanente e constante sentimento esse que me abre o coração, me humedece os olhos que me relaxa e tranquiliza Esse amor partilho-o contigo meu amor, sim tu, discreta, e poucas vezes visível quase em permanente hibernação A tua pureza é tal, que o próprio amor que sinto parece pouco Gostaria apenas que te mostrasses mais, que partilhasses mais comigo pois talvez dessa forma pudesses iluminar o meu coração, tantas vezes perdido... É teu este desabafo sincero

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Em busca da verdadeira paz...

Vejo uma flor
bela e redonda
leve e requintada
Parece parada no tempo
imóvel, move-se
silenciosa, interage
Abençoada de tal beleza permanece humilde, num canto
entregue à liberdade dos outros

Escolheste essa vida,
eternamente imóvel
sujeita ao vento,
ao sol e à chuva,
à boa vontade do Homem
Gostava de falar a tua linguagem
e de ouvir aquilo que tens para me dizer

O ignorante diz que não tens liberdade,
pois vives presa à terra,
diz que és fraca,
pois qualquer um te pode destruir
efémera,
pois vives menos que um abrir e fechar de olhos
no entanto
eu não encontro maior liberdade em mim,
não vejo liberdade quando me sujeito às leis do homem
quando me moldo ao preconceito
e me inibo pelo medo
ignorando o meu Coração

Tu és livre de preocupações
não tens que te mover, porque não podes
não tens de te alimentar,
estás dependente da Terra e do Céu
e a tua beleza é criada pelo Sol

És livre de ter de fazer
Decidiste viver uma vida em que te submetes às leis do Céu
vives livre do pensamento e do desejo
a tua fé guia-te
No meio de toda a aparente dependência
encontras-te em liberdade
Vives em paz.

Não pensar
Não desejar
Não programar

Apenas sentir,
o vazio
a ausência
aí se encontra a verdadeira paz...
Será?

O verdadeiro desígnio da Vida

- O ignorante é feliz; desconhece as leis do Universo e vive o dia a dia sujeito a tudo o que o rodeia

- O que busca o conhecimento, torna-se ansioso e preocupado. O conhecimento gera confusão e vontade de saber ainda mais, medo de não conseguir, sentimento de competitividade. A busca interminavél por um conhecimento absoluto, destrói a alma, corrói o corpo; o fim é uma morte dolorosa e infeliz

- O Sábio, vive na profunda tranquilidade. Ele entende que a busca pelo conhecimento é uma luta invencível, sabe também que no Absoluto se encontra toda a realidade.
Aquele que conhece as leis do Céu e os ritmos da Terra, que alcança a realidade, vive feliz e tranquilo. Imune aos desaires mundanos, ele vive para um valor mais elevado. Segue os biorritmos e protege o seu corpo e alma afim de viver na eterna leveza dos céus.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Obscuro

Temem pela solidão, escondem-se nos outros.
Fogem sem saber e sem querer, voltam ao poço do temor. Ao tesouro estragado por uma vida intoxicada de vaidades e banalidades.
Uns conhecem mas não trabalham, outros desconhecem e caiem no abismo impiedoso. Ambos ficam presos na sua própria armadilha.
A solidão assusta os fracos, esconde a essência dos ignorantes e é o tesouro dos trabalhadores. Daqueles que procuram no seu oculto, a obra prima para se reconstruirem.

Aos trabalhadores a grande obra é possível, pois não se amedrontam com o seu adamastor.
É no escuro que se encontra a Luz, é em solidão que se obtem a maior companhia de todas...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O descontrole emocional recorrente da ilusão

A ilusão de que a atitude agressiva, viva ou mesmo violenta, altera a situação desagradável precedente, e a ignorância do que esta atitude provoca no outro e em si mesmo.

Há que entender profundamente que qualquer que seja o escape emocional, este apenas alimenta o momento negativo vivido., tornando mais dificil a sua sublimação. O sofrimento que se sucede é bem mais doloroso. Quando há consciência, vem o sentimento de culpa e de injustiça em relação ao outro. Quando há ignorância, cria-se um ciclo emocional repetitivo que não permite à pessoa ver outra solução, para além daquela à qual recorre ciclicamente.

No fundo é uma profunda perda de tempo, saúde e logo, Vida!

Em vez de nos incomodarmos com divergências menores, devemos aproveitar para contemplar as coisas boas da vida e não perder tempo em vivê-las. Aprender e evoluir com aquelas que nos provocam desconforto e que nos descobrem fragilidades.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Qual o rumo a seguir?

Navego é certo,
mas com que rumo?

Deparo-me com constantes dúvidas,
que direcção devo escolher?

Percorrerei o caminho tomando todas as referências possíveis neste mundo enganador?
Ou seguirei um caminho invisível e turtuoso em que as regras são próprias e únicas, e ninguém pode apontar a direcção correcta.

Abolir todas as exigências do ser, por forma a não ter nenhuma decepção, contrariedade ou revolta?
Procurar o respeito e a atitude correcta no outro para que este mundo aparente seja perfeito?

São estas a dúvidas que me atormentam, que me sacodem desta tranquila viagem de curta duração e cujo bilhete apenas permite a ida...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Caminhemos para o princípio universal

Provimos da unidade,
vamos para a diversidade!
Da unificação para a expansão diferenciada
Os nossos sentidos promovem a dispersão do espírito
Quando vemos, ouvimos, cheiramos e sentimos,
o Shen desloca-se, dispersa-se, o Qi é projectado
A confusão surge, a desconcentração é a consequência.
Com o espírito fraco, as emoções ganham força e activam as funções terrenas, o instinto apodera-se do corpo.
O envelhecimento e consequente morte são inevitáveis!
O caminho de regresso
baseia-se na mudança do sentido energético
tm vez de circular de dentro para fora
temos de circular de fora para dentro.
em vez de dispersarmos
Temos de concentrar
Nesse processo, largamos os sentidos,
ignoramos o que nos distrai
e concentramos a mente no interior,
o coração encontra a tranquilidade
a visão interior é desenvolvida
e o espírito renasce!
Os 5 sentidos são o êmbolo de todo o processo,
é neles que reside a mudança da mortalidade para a eternidade
a escolha entre a ilusão e a realidade
Deixemos de ouvir
Deixemos de sentir
Deixemos de ver
Deixemos de cheirar
Deixemos de comunicar

Dessa forma encontramos o Dao

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Dragão vindo de Este

É hoje...
É hoje que o grande sol se levanta,
é neste dia que o Dragão nos visita
Aquele que voa bem alto
e que neste dia descerá para perto de nós,
para nos acarinhar,
nos encaminhar
e guiar
para um sitio melhor,
onde a luz não dorme
e a escuridão é apenas uma ilusão

terça-feira, 29 de junho de 2010

Viagem ao centro do eu

Nesta procura pela perfeição, medito. tento entender o mistério da vida, procuro ver o que dá origem a tudo, sentir a matriz presente na multiplicidade.

Para poder caminhar para o perfeito, não posso apenas eliminar os meus defeitos,
as minhas fragilidades, pois enquanto as houver, também os defeitos existirão.
Onde a bondade viverá, também a maldade estará presente.
Esse não é o caminho.

Tentando entender o mistério da Evolução, encontro-me na convergência transformadora da personalidade.

Penso que a alquimia da iluminação necessita de ingredientes especiais, que estão presentes dentro de cada um de nós.

Mas o processo é simples, basta juntarmos tudo o que há de bom, de mau e de assim assim, misturar, sublimar, até que tudo se torna numa só coisa.

Daí nasce, a Unidade!

Na Unidade não há bem nem mal,
pecado nem louvor,
há Paz!

Na Unidade encontramos o vazio
que preenche o Universo,
a tranquilidade existente
em todos os seres vivos e mortos,
visíveis e invisíveis.

Se tudo é um só,
já cá não estamos,
já evoluimos.

Então onde estamos?

Para onde vamos?

Qual o novo desafio?

A ilusão do corpo físico

Corpo ondulante e belo
que desfila no tempo.
Tentação permanente
que ilude o homem
e o mantém na ignorância.
Que cria o bicho necrótico e parasita,
capaz de matar milhões em busca do perfeito.

Quando?

Quando é que o Homem irá acordar?

Para quando esse dia
em que o aparente desvanece
e em que o real brota do interior do coração

Para quando surgirá a tecnologia
capaz de nos dar óculos para o coração,
um pacemaker para o nosso espírito.

Talvez, nunca!

Não esperemos pelo que não chega...

Deveremos então buscar, lutar e combater
estes sentidos cínicos e malandros,
que nos ocultam e escondem a fonte luminosa.

Amar o coração
e não as suas vestes
Escutá-lo a ele e não ao nosso ego

Assim o Homem existe!

Assim Deus é encontrado!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Ínicio

Da mesma forma que a roupa que visto cobre o meu corpo,
o corpo que me dá forma é apenas uma veste para aquele que um dia deixou a sua casa.

É tempo de voltar,
de encontrar o caminho certo que me possa levar à origem,
à Família original.

Antes que perca as forças e o discernimento,
antes que os monstros que me rodeiam se apoderem do meu coração,
antes que o meu corpo me domine e que eu me transforme no escravo da ilusão,

Chegou a hora de avançar rumo à Verdade!

Quem sou Eu

Eu, não sou quem penso ser,
mas apenas uma projecção do verdadeiro eu,
do qual há muito me perdi e esqueci.
Para o reencontrar, preciso parar
escutar e deixar de viver esta ilusão sem fim,
onde tudo se repete e nada floresce,
pois é na verdadeira essência que me poderei libertar,
que poderei Ver, com os olhos do Ser,
Ouvir o som Divino,
e Cheirar a pureza que emana da tranquilidade absoluta

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Essência escondida

Onde andas tu
ser puro e divino
Dizem que te encontras nas entranhas
no meio de nós
dentro de nós

Procuro mas não te encontro
Talvez te veja
mas não te reconheça

Porque não te mostras a mim
porque não emanas a tua luz
porque não me fazes seguir o caminho correcto?

Dizem que apenas nos devemos sincronizar
Que é apenas necessário parar e escutar
e logo te ouvimos no silêncio
Dizem para serenar a mente
e logo te vemos no vazio do pensamento
Dizem que nos devemos integrar com o que nos rodeia
e logo te contemplamos dentro e fora

Apenas e só
mas só, parece não chegar
Tão simples és,
que difícil é encontrar-te
Talvez seja complicado demais
Talvez não esteja suficientemente preparado

Mas mantenho a esperança em te encontrar
Em um dia me unificar
E nesse dia disfrutar
Da não existência

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Uma simples resposta a Saramago, porque ele merece...

Pretendo com este texto, apenas "triturar" as palavras assombrosas de alguém revoltado consigo mesmo, e expor a minha humilde opinião


Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.


Acho curioso, que um comunista obviamente ateu, afirme que os católicos não lêem a Bíblia. Gostaria de saber onde este escritor iluminado pela luz da sua verdade única, foi buscar tal informação...

“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.

Apenas devo dizer que o escritor não deve ter lido algumas páginas do novo testamento, talvez as tenha rasgado antes de tempo...

“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.

Quanto ao Corão não me vou pronunciar, uma vez que nada conheço dele. Vou antes comentar esta critica fora de prazo em relação à Bíblia. Neste pequeno parágrafa existem, a meu ver diversas ideias dispersas que devem ser aprofundadas. Primeiro, e no que diz respeito à forma de redacção da Bíblia, é óbvio que para um ateu, a palavra divina não passa de uma mera ilusão, de uma "manipulação". Resta apenas "rezar" para que os ateus venham a entender que Deus é transcendente e omnipotente, e que por isso não podemos racionalizar a ideia de Deus. Apenas aqueles que trabalham sobre o divino e que o procuram podem entender toda esta "questão".
Existe outra ideia, que é da teoria da conspiração, "nós somos manipulados e enganados desde que nascemos". Em parte devo concordar com o prémio Nobel da Literatura, e mas essa manipulação em nada tem que ver com a religião mas sim com a busca do poder e do controle do ser Humano. O próprio Saramago exerce essa manipulação quando afirma a todas as pessoas, que Deus não existe, que a Bíblia é um manual de maus costumes, etc. Pois ao fazê-lo, cria uma ideia pré-concebida às pessoas, inibindo-as de pensar por si, levando-as a aceitar uma verdade de outro. Ora esta manipulação vem de longe e não irá parar. Será que os poderes políticos não manipulam os povos? e as empresas petrolíferas? e as farmacêuticas...

Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.

É claro que ninguem pode concordar com massacres como as cruzadas a inquisição, e muitos outros que ocorreram em nome de Deus. Mas agora pergunto eu, se eu matar em nome de alguém esse alguém é culpado por isso? Mais uma vez tem que se separar o desejo de poder do ser humano, da pureza divina.
Quando Saramago diz que Deus não existe porque ninguém o viu, dá uma justificação patética e ignorante, que acaba por lado desvalorizar toda esta crítica. Ora se tudo aquilo que não vemos não existe, temos de rever todos os nossos padrões de vida. Ninguém vê o amor, o vento, o calor e o frio, o medo, a energia quântica, os átomos, ninguém vê (em circunstâncias habituais) outros planetas ou galáxias, no entanto tudo isto existe, ou não? Gostaria de pedir ao Saramago, em nome da peso que ostenta na literatura e cultura mundial, que comece a refletir um pouco antes de fazer estas afirmações.

“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.

Estou certo que o teólogo Hans Kung se tenha baseado em algo para dizer o que disse, mas certamente que lhe escapou algo. Primeiro para afirmar tal coisa, temos de considerar todas as religiões existentes no mundo (e existem muitas), durante toda a História deste planeta (que é enorme). A partir do momento em que isto não é feito, há um sério risco que cair no erro ignorante.
Vou então partir que Hans Kung, teve em conta estes dois aspectos. Então posso afirmar que Hans Kung está errado, pois baseando-me em algumas escrituras (mesmo que dúbias é a única coisa na qual nos podemos basear), durante toda a História da civilização mundial, existiram períodos de unificação e de "promoção" da paz. Um caso que poderá não ser claro mas em que isso acontece é o da vida de Cristo. Por um lado Jesus corta com a Igreja Judaica e cria por isso "uma guerra", por outro Jesus une as pessoas em nome da fé através de uma moral que, pensava eu, é aceitavél a todos. Sabemos hoje que pelo menos há uma pessoa no mundo que acha mau costume, ajudar o próximo, ser fiel e leal, ser humilde, etc.
Na china por exemplo, existem escrituras que descrevem, no período mítico, a estabilidade social, por meio de uma série príncipios que não vou desenvolver por não interessar para esta exposição de ideias.

O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.

Mais uma vez o escritor não pode entender o conceito de inferno nem de paraíso se não afirma que Deus não existe. Como é que ele perde tempo para condenar o conceito de inferno, se Deus e a via divina não fazem qualquer sentido...
Neste aspecto vou dar a minha opinião pessoal sem tentar ferir terceiros. Eu interpreto o inferno e o paraíso como sentidos figurativos, assim como o Karma e o Dharma. Classifica-se a aproximação ao inferno, uma vida que fuja à moral cristã, por outro lado aquele que cumpre a moral cristã de uma forma profunda, aproxima-se do paraíso. Na minha opinião o "inferno eterno" apenas existe para o não crente, nunca como uma forma punitiva mas sim porque se o indivíduo não acredita em Deus (a sua essência), não irá percorrer o caminho divino e por isso nunca chegará ao paraíso (iluminação para os Budistas e Taoistas) ficará apenas no inferno (vida mundana, onde todos nos encontramos, reencarnando sucessivamente nesta dimensão)

É claro que a Igreja; que não é Deus, é apenas o telejornal religioso; muitas vezes "puxa a brasa às suas sardinhas". Mais uma vez cedendo à tentação do poder e da manipulação falada pelo escritor. Por isso muitas das coisas defendidas hoje pelas igrejas em geral, são descabidas, cabe a cada um filtrar a informação que é passada e ter em conta que todo o ser humano é falível. Ora a Igreja é regida por seres humanos...

“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.

"Nós, os humanos" Gostava que o escritor aprofundasse mais isto do que é ser humano... Agora quando afirma "somos MUITO mais misericordiosos", quase que me dá vontade de rir, não fossem todas essas mortes que ele falou em nome da religião (feita por esses mesmos humanos de que fala) e todas as outras em nome do capitalismo, ou dos idealismos comunistas ou fascistas, etc.
Mais ainda: "Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer." Em primeiro lugar ir para a prisão não é um castigo, uma punição? preocupa-me o número de contradições que um escritor "ilustre" por fazer num tão curto texto. Outra coisa, o que é que os prisioneiros fazem no interior das prisões? Por acaso, são ensinados a comportarem-se de outra forma, a respeitarem a sociedade? Que eu saiba o "tratamento" é lá ficarem todos ao molho durante x anos até que, e aqui sim por obra divina, saiam curados. Ora aqui Saramago já é crente, pois acredita que um prisioneiro sem qualquer tipo de ajuda e fechado numa fábrica de crime, pode sair melhor.
Outra coisa ridícula e que me deixa chocado, é que uma pessoa que supostamente vive do pensamento, nunca tenha interpretado a estatistica do crime. A grande maioria dos prisioneiros é reincidente. Ups, afinal não funciona! Outra ideia gira e um pouco romântica, digna de um escritor "e depois é reintegrado na sociedade, se quer”. Esta é muito irónica. É claro que o escritor deixa a salvaguarda dizendo "se quizer". Pois como é óbvio muitos ex-presidiários não pretendem integrar-se na sociedade. Querem apenas andar a fazer trafulhices arriscando a sua vida e as da sua família. E também é claro que toda a sociedade em geral aceita de braços abertos todo e qualquer ex-criminoso.
Nesta parte julgo haver alguma esquizofrenia no discurso, pois por um lado a moral cristã é boa (pois se ajudarmos o próximo, é claro que vamos apoiar e ajudar um ex-criminoso)ao contrário do que afirma, por outro mostra-se totalmente alheio à realidade mundana que mostra, todos os dias, o fiasco do nosso sistema penal (a origem etimológica da palavra "pena", do latim poena, significa castigo, suplício).

“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.

Quase que nem merece comentário, mas pelo sim pelo não...
"antes, na criação do Universo, Deus não fez nada". Bom ora o que é isto do não fazer nada? Para isso é necessário entender o caminho divino, mais uma vez é, em primeiro lugar, necessário ser-se crente para poder entender o que é isto do não fazer nada. Talvez seja mais simples dizer que antes éra a unidade, agora é a multiplicidade. O objetivo de qualquer crente profundo é o que buscar a união.
O facto de criar o mundo em seis dias e descansar ao sétimo, tem mais uma vez, um sentido metafórico, que para Saramago, assumo que pareça idiota. Esta explicação deveria ser feita por um teólogo , por nunca me debrucei sobre tal explicação, por não achar essencial ao meu e ao de outros, percurso divino.
Em relação ao "nunca mais fez nada", diria, pois se ele não existe? logo nada pode fazer. Mas mais uma vez Saramago revela uma fé profunda que se assume como uma relação de ódio por não entender ou por querer entender (através da razão) Deus.
Será que nunca mais fez nada? Bem sei que para Saramago só aquilo que é vísivel é que existe. Mas qualquer crente sabe que Deus está em tudo. Ora como é que a Terra é autosustentável, mesmo com todos os nossos comportamentos incorretos, como é que o o Sol continua a iluminar o nosso planeta, etc. se Saramago lesse, estou certo que iria dizer "Idiota! as leis da física comprovam isso". Apenas posso responder que Deus está presente em tudo mesmo que não acreditemos. E não é por alguns na História, se terem aproveitado da Fé das pessoas para adquirirem alguns benefícios, que Deus deixa de existir. A Fé é pessoal e cada um deve descobri-la por si mesmo. Espero que Saramago encontra a sua.
Outra coisa há coisas que não são feitas para fazer sentido. Faz sentido o planeta andar à milhares de anos à volta do Sol? que flirt tão entediante... Faz sentido as moscas andarem-nos a chatear mesmo sabendo que mais tarde ou mais cedo as vamos esmagar com os nossos mata-moscas?. Pois, mas tudo isto e muito mais acontece, fazendo lógica ou não. O que é certo é que tudo aquilo que transcende a nossa consciência dizemos não fazer sentido. Eu diria que isso é arrogância de alguém que não sabe mas mesmo assim quer comentar.

“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”.

Quase que concordo com Saramago, mas quando este afirma que Deus SÓ existe na nossa cabeça, não o posso fazer. Pois Deus existe em todo o lado. Agora, creio que para o reencontrarmos, só o podemos fazer através de nós mesmos, do nosso interior explorando a nossa mente, desenvolvendo o amor compassivo e despretencioso que todos temos, é que é simbolizado pelo Coração. Por outro lado este caminho não é um confronto (palavra que se justifica pela corrente política do escritor), mas mais um reencontro. Mais uma coisa Deus não é uma ideia, Deus é!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Ao Mestre da vida

Livres são eles,

Despidos de forma e aparência,

Tolerantes às mudanças,

Prontos para tudo e incomodados com nada.


São eles o Vento e a Água,

Governam o mundo sem governar,

Governados pelo Céu,

Vivem dando vida a tudo,

A Água fonte da Vida,

O Vento pilar do dinamismo e da fertilidade

Os dois elementos divinos que alimentam a Terra,

Da qual nascem montes e vales,

Que acolhem a Água e guiam o Vento.


Rica é a harmonia numa manhã celeste,

O cântico dos pássaros,

O sopro nas folhas das árvores,

Os saltos dos peixes no rio,

Tudo isto acontece aos olhos do divino espectador,

Daquele que actua na inércia,

Que fala sem palavras,

Nos guia pela intuição,

Ele que está dentro dos nossos corações e nos anima,

É a ele que tudo se deve,

A ele que agradecemos,

Graças a ele contemplamos,

Os montes e vales

O combate eterno entre as ondas do mar e as rochas da terra,

O cheiro do Jasmim e da Gardenia,

A brisa da Primavera que nos acaricia a face,

E tudo o aquilo que nos anima,

Tudo,

E mais ainda,


Porque o totum é perfeito


A Ti devemos Obrigado

segunda-feira, 23 de março de 2009

A nova doença...

...a obcessão pela saúde


Numa nova fase da humanidade e com o ressurgimento das medicinas holísticas, começa a aparecer, mais do que a fobia pela doença, a obcessão pela saúde.


Ao contrário da medicina Ocidental, que ignora alguns distúrbios orgânicos, aceitando-os como “normais”, a medicina holística tendo como referência a saúde, avalia todos os desequilíbrios, lutando constantemente no caminho da saúde perfeita.

Sendo esta uma atitude de louvar, permite, por outro lado pensar, que nunca estamos bem e muitas das vezes, a sobrevalorizarmos os nossos desequilíbrios.


Hoje muitas pessoas que buscam a saúde, estão obcecadas pela mesma, queixando-se sempre de algo, e procurando sempre o porquê desse aparente desequilíbrio. Embora seja importante cada um de nós valorizar o nosso corpo e cuidar dele, devemos aceitar o facto, de este estar diariamente sujeito a alterações que muitas das vezes, e embora temporariamente, não são agradáveis nem positivas. E se por um lado, a pessoa que não dá valor à sua saúde e não cuida do seu corpo e da sua mente, está sempre sujeita à doença, que com a falta de cuidado, leva à cronicidade da mesma e a uma morte precoce; do outro lado, a pessoa que está obcecada com a saúde conseguindo muitas das vezes cuidar do seu corpo físico, estando invariavelmente impossibilitada de atingir a saúde mental, devido à obcessão que a mesma tem pela saúde.


O facto de nunca estarmos satisfeitos com o nosso estado leva-nos ao sentimento de frustração, descontentamento, revolta, depressão, etc. Isto não revela a necessidade de abandonar o caminho da saúde, apenas de o reforçar, dizendo que o caminho para a saúde é longo, talvez interminável, e que se a saúde é física, ela é essencialmente mental e espiritual. E para que consigamos atingir a saúde ao nível mental e espiritual, temos de estar em paz com nós mesmos , abraçarmos os nossos defeitos e alegrarmo-nos com as nossas virtudes.


Devemos caminhar a um passo calmo e certo, reconhecendo que outros andarão mais depressa, outros mais devagar. Deveremos estar centrados em nós mesmos, estar atentos ao nosso crescimento, apoiarmos as nossas fraquezas como se de um filho se tratasse e felicitarmo-nos diariamente por estarmos a caminhar para crescer diariamente.


A saúde começa no momento em que aceitamos que somos doentes. Este reconhecimento e a força de melhorar, é saúde!


Por isso não há razão para nos sentirmos mal com nós mesmos, insatisfeitos, tristes ou frustrados. Estamos a conquistar a saúde de dia para dia. Com altos e baixos, aprendemos e reconhecer-nos e a identificar as nossas fraquezas.

Dêem valor à saúde reconhecendo a doença como uma ferramenta fundamental e essencial para a mudança.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Medicina hólistica, a medicina do futuro e porquê?

Desde a revolução industrial, que o Homem se afastou por completo dos seus ritmos naturais, não voltando mais a aproximar-se destes. Desde então temos vivido obcecados pelo desenvolvimento tecnológico, pela massificação.

A partir desse momento, Nós, começámo-nos a julgar donos do mundo e, com isso, tudo mudámos com o pretexto de acharmos ser o melhor para nós.

Passamos a acreditar apenas naquilo que comprovamos com o nosso paradigma científico ("ver para crer"), o que nos levou à hipocrisia e ignorância de negar hoje o que defendemos amanhã.
Como é que os nossos filhos nos podem levar a sério quando hoje lhes dizemos que esta civilização é a mais evoluida de todos os tempos, e amanhã já dizemos não é bem assim... Amanhã ficamos a saber que, o que ontem era maravilhoso, hoje é terrível pois criou desiquilíbrio social, destruição do nosso planteta, aumento das catástrofes naturais, degradação da saúde, etc.

Ora Hoje, em pleno século XXI, o Homem parece ter recuperado desta paragem cardíaca. Hoje começamos a ter um pouco de consciência daquilo que se vai passando à nossa volta. Começamos a dar um pouco de valor aos costumes dos nossos ancestrais, começamos a tentar recuperá-los, pouco a pouco.

Hoje a saúde começa a aparecer como verdadeiro factor de felicidade, um não existe sem o outro, não se é feliz sem saúde, nem se tem saúde sem felicidade. Hoje cada um de nós começa a exigir o direito à Saúde. Este é o direito básico de cada ser vivo.

Mas como podemos nós ser saudáveis nesta sociedade? Será que sabemos como atingir esta benção?

E como que por milagre, aparecem as medicinas holísticas, algumas delas, pois outras foram destruidas nos tempos bárbaros da ignorância...
Mas as poucas de que temos conhecimento dão-nos tudo aquilo que precisamos, ensinam-nos como sair deste caminho doentio, e encontrar o caminho de volta para o nosso paraíso.

O que falta então? Nada!!!

Temos então de deitar mãos à obra, esta é uma altura de trabalho, de comunicação, de entreajuda, de professor/aluno. Devemos educar todos os jovens que se fizermos bem hoje, amanhã não terão de voltar a trás como nós, pois estão a seguir o caminho correcto.

A medicina Holística não é apenas a medicina do Futuro, mas sim a Medicina, horizontal e intemporal, e que por isso nos dá a segurança necessária para seguirmos em frente.

domingo, 1 de junho de 2008

Milagres existem? o que é um milagre...

Primeiro vamos começar pelo seu significado oficial...
segundo o site www.dicionarioinformal.com.br:
  • Milagre - Entende-se por milagre a ação, o fato ou acontecimento que é impossível de explicar-se segundo as ciências naturais atribuindo-se então o acontecido a um mover sobre-natural de ordem Divina, ou seja, a Deus.
no wikipedia...
  • miraculum, vem do verbo latino mirare, que significa admirar-se, maravilhar-se. É fato que tem caráter extraordinário, fora do comum, a sua realização é atribuída à onipotência divina, é considerado como um ato de intervenção divina no curso normal dos acontecimentos.
Ora com estes vulgares e simples significados ficamos a saber que os milagres acontecem todos os dias... Afinal não é necessário ser-mos crentes para poder admiti-lo. Visto que tudo aquilo que acontece e que não tem explicação cientifica é considerado obra divina.
Mas realmente para quem Deus não passa de uma mera crênça humana, como explicará algo que não tem explicação???
A esta pergunta não sei responder, pois para mim, como já argumentei anteriormente, Deus existe e está no meio de nós.

Mas segundo estas definições surge algo de interessante. Se é considerado milagre, tudo aquilo que não tem explicação na altura do acontecimento, o que hoje é milagre amanha pode ser algo banal...
Pois o que hoje não tem explicação, amanhã terá. Pois tudo o que ocorre tem uma razão de ser, e se existe, se acontece, então é possível de ser conhecido o seu processo.

Então, após este desvaire intelectual, os milagres não existem, pois tudo na terra funciona em harmonia com uma razão de ser.

Será que ao eliminar a existência de milagres estamos a retirar a fé???
deixo esta pergunta aos restantes pensadores...

terça-feira, 6 de maio de 2008

Teologia...

Seria Jesus um judeu ortodoxo ?

O facto de Jesus poder ser considerado como a perfeita encarnação do ideal que floresceu na Índia com o budismo Mahayana é de singular importância. Mesmo nos pequenos detalhes, ele apresenta características do Bodhisattva ideal, delineadas no século III c.C., quando o Budismo abandonou o intimismo dos monges de Hinayana, para se tornar uma religião popular e universal. A existência terrena de um Bodhisattva é totalmente determinada pela sua missão de salvador, destinado a conduzir todas as almas no caminho recto da redenção dos sofrimentos humanos.
Apesar de todas as tentativas feitas no sentido de obscurecer a verdadeira origem dos ensinamentos de Jesus, e apesar da rigorosa canonização dos evangelhos, ainda encontramos mais de «cem passagens» claramente enraizadas na antiga tradição budista.
Antes, porém, de entrarmos nesta questão, é preciso salientar que Jesus nunca foi um judeu ortodoxo tradicional, como é geralmente apresentado. O modo como ele encarava a morte, a família, as mulheres e as crianças, é exemplo de como diferia da religião judaica tradicional.
Jesus é considerado o responsável pela desmistificação de tudo aquilo que era considerado sagrado na cultura judaica. É o que acontece, particularmente, no que se refere à morte e à família. Em quatro versículos sucesssivos, Lucas mostra-nos que Jesus colocava a liberdade e o amor acima dos rígidos costumes e ritos fúnebres: «Disse a outro: ‘Segue-me.’ Mas este respondeu: ‘Senhor, permite-me ir primeiro enterra o meu pai.’ Mas Jesus replicou: ‘Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus’» (Lucas,9,59-60). Também as relaçõse familiares assumem uma importância secundária: «E um outro disse-lhe ainda: ‘Senhor, eu te seguirei, mas permite-me primeiro que me despeça dos que estão em minha casa.’ Mas Jesus respondeu: ‘Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus’» (Lucas,9,61-62). Semrpe que os ensinamentos de Jesus tocavam em questões de família, acabavam por ferir os sentimentos judeus, como fez notar o judeu Montefiore. «Se alguém vem a mim e não aborrece a seu próprio pai e mão, mulher, filhos, irmãos, irmãs... não pode ser meu discípulo» (Lucas,14,26-27). «Aquele que ama o seu pai ou a mão mais do que a mim, não é digno de mim; e aquele que ama mais o seu filho ou a sua filha mais do que a mim, não é digno de mim» (Mateus,10,37). «Estando ainda a falar às multidões, a sua mãe e os seus irmãos estavam do lado de fora procurando falar-lhe. Jesus respondeu àquele que o avisou: ‘Quem é a minha mão, e quem são os meus irmãos?’ E, aopntando para os discípulos, disse: ‘Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos’» (Mateus,12,46-49). Este verdadeiro Jesus, em nome de quem foram realizadas tantas «cruzadas em prol da família», precisou de fugir do cerco da sua própria família que tentava sufocá-lo. Mateus, o evangelista dos judeus, cita ainda outra passagem de Jesus, que nunca tinha sido formulada e que escandalizou os judeus: «Com efeito vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra.» E, antecipando Freud, prosseguiu: «Em suma: os inimigos do homem serão os seus próximos familiares» (Mateus, 10,35-36).Actualmente existe uma crença muito difusa de que a atitude negativa de Jesus, diante da sacrossanta estrutura das relações familiares, constituiu, dentro do contexto cultural do seu tempo, um fenómeno sem precedentes. Mas não é este, precisamente, o ensinamento que conduz à total renúncia ao egoísmo e à autocomplacência, tanto em pensamento como em acção? Para ser digno da salvação o Homem deve despegar-se de todas as tendências pessoais e individualistas e superar a barreira dessas limitações egoístas. Enquanto o Homem não for capaz de se libertar das paixões e desejos terrenos, continuará sujeito ao ciclo das reencarnações. Jesus dava pouca importância aos ditames inúteis, vazios e inexpressivos da legislação judaica. O desprezo expresso pelas leis do sábado aacbou por conduzi-lo à cruz.

de Holger Kersten, em "Jesus vivei na Índia"

sábado, 3 de maio de 2008

Conhecimento Interior - A minha perspectiva

Após uma pequena reflexão sobre algumas conversas que tive sobre conhecimento, a importância de conhecer o outro…depressa percebi e enraizei que a importância maior está em nós mesmos. E no conhecimento do Eu.

Não vou fazer uma tese sobre o que será isso da busca do Eu, mas sim partilhar convosco e com quem queira também deixar o seu testemunho, da tomada de consciência que tive sobre querer…
Querer conhecer-me mais profundamente e colocar-me á prova...

Muitas vezes criamos expectativas irreais em relação a nós mesmos e caímos nos mesmos erros vezes sem fim… deixamo-nos afectar por coisas que não têm assim tanta importância, reagimos impulsivamente quando também não havia necessidade disso...Talvez a raiz do problema esteja no facto de não nos conhecermos a nós próprios, as nossas limitações, o que temos de melhorar em nós e como…
Apercebemo-nos...e ao logo do tempo tentamos olhar para dentro, de forma a conhecer o melhor e pior, o que nos faz ficar tristes ou alegres, o que nos faz reagir ou não e porquê, e tantas outras coisas que fazem de nós o que somos…

Acho que só quando nos conhecemos realmente podemos e conseguimos atingir o grau de felicidade que todos aspiramos. Podemos ter dinheiro, casa, amigos, a pessoa que gostamos ao nosso lado…Mas…é connosco que temos que viver toda a vida! Mesmo quando estamos longe de tudo! Nós continuamos ali…

São as nossas limitações, as nossas virtudes, as nossas emoções e reacções que temos que conhecer! Porque só assim podemos ser nós na realidade e não na irrealidade que é fruto do desconhecimento…

A importância deste conhecimento a meu ver vai mais além…permite-nos, quando o alcançamos, mostrar o que de melhor há em nós e que estava coberto de pó! Porque não lhe dávamos uso! Porque não sabíamos que o tínhamos!!!

E quantas vezes paramos para pensar em tudo isto?
A meu ver e falando por mim, poucas. Ficando com a certeza de que isso já está a mudar, porque ganhando consciência de todas estas coisas, é impossível ficar indiferente.
Eu pelo menos não o consigo fazer…quero testar, quero aprender, quero ter experiências maravilhosas e outras não tão boas que servirão para emendar erros e corrigir-me enquanto pessoa. Sempre consciente de que sou um ser humano e que a perfeição é algo distante e quase inatingível.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Até onde nos levou o Porquê...

Uma das das coisas que mais nos separa de todos os restantes mortais e não mortais (os seres "não" vivos) é o Questionar, o porquê.

Ora questionar é, segundo o dicionário, por em discussão, discutir ou contestar.
Exige então reflexão, capacidade unica do ser humano, segundo o próprio.

Reflexão é o acto de ponderar, comentar, pensar

Partindo do principio que nós, Homens, temos Razão, e somos os únicos a tê-la; vamos então tentar entender até onde nos permitiu chegar a tão valorizada palavra, Porquê...

O porquê, questiona e exige, por parte do indivíduo, um acto refectivo de ponderação que permite efectuar uma possivel rectificação do problema em causa.

Ora isto leva a uma evolução, positiva ou negativa, racional.
Pois penso estarem de acordo, existe evolução irracional, intuitiva e instintiva; pois se assim não o fosse onde estariam todos os outros seres vivos discriminados pela consciência.

Ora esta característica permitiu ao Homem decidir o seu próprio rumo.
Hoje grande partes das alterações da nossa vida são causa de uma característica unica, a Reflexão.

Hoje o Homem vive em casas, tendo adquirido o seu conforto; tem meios de transporte que o permitem viajar em todo o mundo em tempo muito reduzido, coisa impossível à poucos séculos atrás; desenvolveu uma medicina puramente racional baseada no estudo científico, embora esta, a meu ver, continue sem apresentar resultados satisfatórios; desenvolveu meios de comunicação que o permitem entrar em contacto com o mundo inteiro sem ter estar fisicamente presente; desenvolveu uma sociedade complexa e interdependente com novas tarefas que nunca antes tinham existido.

Tudo isto é grande quando comparamos com, por exemplo uma formiga.
Vamos então estabelecer uma pequena comparação, se é que será possível fazê-la

Hoje o Homem possui todas estas coisas.
Na antiguidade pouco após o Homo Erectus e logo no início do Homo Sapiens (o Homem Sábio ou consciente) o que é que o Homem tinha?
  •  Vivia em pequenas comunidades
  • Vivia em busca de comida (ainda hoje é a base da nossa vida, trabalhamos para nos poder-mos sustentar, ou seja, comer e ter um "tecto" onde morar),
  • Desenvolvia técnicas de protecção que o permitiam viver com maior segurança (tal como nós, embora hoje a segurança existe para nos proteger-mos uns dos outros)
  • Tratavam-se intuitivamente, e com substâncias existentes no meio onde viviam (Embora hoje esteja cada vez mais em voga a medicina tradicional ou natural, grande parte da população recorre a tratamentos com base na medicina sintétia e mecânica)
Depois destes pontos surge aqui apenas, na minha perspectiva, uma grande diferença, o da Saúde. É certo que à custa desta, melhorá-mos, e em muito, a nossa qualidade de vida. Resta saber se a medicina tradicional, com base na intuição e no empirismo, não é a principal causa dessa mudança. Assunto a discutir mais tarde.

Faço agora uma pergunta a quem quizer participar.

Estamos bem como estamos? Estaremos no caminho certo? Será que a reflexão nos trouxe aquilo que precisavamos? Será que aquilo de que precisamos necessita reflexão?

Agradeço os vossos comentários

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Tudo e nada...

O Universo, a forma, a unidade
O Todo, a matéria, o átomo

O Todo compreende a matéria e esta o átomo
A matéria é um conjunto de átomos organizados
O átomo é a unidade básica do Universo!

O Universo é tudo, o Universo somos nós, nós somos o Universo!!!

O que nos difere uns dos outros, das plantas, das rochas, das máquinas???
Intelecto? Minerais? Motricidade?
Todas as estruturas vivas ou não vivas são constituidas por conjunto de células, que por sua vez contêm um grupo de moléculas que por sua vez contêm um grupo de átomos, assim como tudo no Universo; plantas, rochas, máquinas...
Então não há homem, rocha ou planta; Há!
Há Universo, há tudo, há um conjunto de matéria

Somos todos o mesmo!!! Todos uma unidade

Se somos todos o mesmo, porque não nos misturamos entre nós, porque é que existe forma e diferenciação?
Porque é que os nossos corpos não se diluem na água, as plantas descendam para a terra o fogo se transforma em sol???

Consciência!

A consciência é essencial para que tudo isto aconteça, ou não aconteça
O homem tem consciência, a planta tem consciência, a maquina... tudo tem consciência do que é e do que não é!
A célula tem DNA, consciência... o átomo é consciencia?
O átomo é determinante para toda esta rede, toda esta estruturação

Mas se quizermos o contrário???
Se quizermos desorganizar, destruturar, destruir...
Será possível desorganizar-mo-nos e reunir-mo-nos ao Todo?

Sim!!!

Esse é o processo final, ou o inicial, a MORTE!!!
O renascimento! A união com o que somos e o que não eramos, o Universo, DEUS!!!

A morte consiste na paragem cardio-respiratória sem assistência médica, pois sem máquinas o organismo não irá sobreviver...
Então o Coração, o espírito sai e reencontra-se rapidamente com o Céu, o universo, devido à sua natureza dócil e volátil; por sua vez o corpo, e lentamente desintegra-se, ou integra-se naquilo que a produziu.

Forma-se um ciclo

Universo - Individualização - Forma - "Vida" - Morte (Renascimento) - Vazio - Universo

Se vivemos num ciclo, nós universo, indivíduos, vida e morte, e universo outra vez; Somos tudo e nada, somos Imortais!!!
Imortais pois o universo é eterno, ele produz vida e morte, enfraquece-se ao gerar e enriquece-se ao receber através do renascimento de si mesmo

Mas de onde vem o Universo???, força divina e inesgotável, eterno criador de si mesmo?

De nada! Do Vazio.

É no Vazio que tudo nasce, daí a noção de espaço. O espaço, conjugado ao tempo permite a criação, o crescimento.
Ora o Vazio antecede o Todo, o Universo.


Uma semente ganha o seu espaço na superfície da terra; escondida entre a humidade das folhas secas que cairam da sua mãe, recebe os raios de sol que a farão despertar para o individualismo, o desenvolvimento da forma já criada.
Cresce no egoismo da individualidade, à separação do resto, nasce um ser "diferente dos outros", amadurece, personaliza-se; mas no fim, recupera o bom senso e retorna à sua origem.
Morre e desintegra-se através do ar, da água, dos parasitas, de si mesmo!!!
Desaparece, dá-se o VAZIO!

No Vazio há Universo, do Universo gera-se a forma e recomeça um novo ciclo!

Porquê um ciclo?
Existirá evolução?
Estaremos sempre a voltar ao ponto de partida?

Se tudo é um ciclo e se somos forma e não forma; Universo; Vida e Morte; somos então príncipio e fim, somos o Todo e somos o Nada,
Somos o Ciclo

Somos o Todo e o Nada
Somos quem queremos e quem não queremos
Somos o Eu o Tu e o Ele


SOMOS QUEM QUEREMOS SER!!!