terça-feira, 20 de outubro de 2009
Uma simples resposta a Saramago, porque ele merece...
Sobre o livro Caim, que é apresentado hoje a nível mundial, o escritor defendeu que “na Igreja Católica não vai causar problemas porque os católicos não lêem a Bíblia". Mas admitiu que poderá gerar reacções entre os judeus.
Acho curioso, que um comunista obviamente ateu, afirme que os católicos não lêem a Bíblia. Gostaria de saber onde este escritor iluminado pela luz da sua verdade única, foi buscar tal informação...
“A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!”, criticou, em Penafiel, numa entrevista à agência Lusa, o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.
Apenas devo dizer que o escritor não deve ter lido algumas páginas do novo testamento, talvez as tenha rasgado antes de tempo...
“O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!” afirmou.
Quanto ao Corão não me vou pronunciar, uma vez que nada conheço dele. Vou antes comentar esta critica fora de prazo em relação à Bíblia. Neste pequeno parágrafa existem, a meu ver diversas ideias dispersas que devem ser aprofundadas. Primeiro, e no que diz respeito à forma de redacção da Bíblia, é óbvio que para um ateu, a palavra divina não passa de uma mera ilusão, de uma "manipulação". Resta apenas "rezar" para que os ateus venham a entender que Deus é transcendente e omnipotente, e que por isso não podemos racionalizar a ideia de Deus. Apenas aqueles que trabalham sobre o divino e que o procuram podem entender toda esta "questão".
Existe outra ideia, que é da teoria da conspiração, "nós somos manipulados e enganados desde que nascemos". Em parte devo concordar com o prémio Nobel da Literatura, e mas essa manipulação em nada tem que ver com a religião mas sim com a busca do poder e do controle do ser Humano. O próprio Saramago exerce essa manipulação quando afirma a todas as pessoas, que Deus não existe, que a Bíblia é um manual de maus costumes, etc. Pois ao fazê-lo, cria uma ideia pré-concebida às pessoas, inibindo-as de pensar por si, levando-as a aceitar uma verdade de outro. Ora esta manipulação vem de longe e não irá parar. Será que os poderes políticos não manipulam os povos? e as empresas petrolíferas? e as farmacêuticas...
Saramago sublinhou que “as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram”. E considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, porque morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem "Deus o quer", tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa). Saramago lamenta que todo esse “horror” tenha feito em nome de “um Deus que não existe, nunca ninguém o viu”.
É claro que ninguem pode concordar com massacres como as cruzadas a inquisição, e muitos outros que ocorreram em nome de Deus. Mas agora pergunto eu, se eu matar em nome de alguém esse alguém é culpado por isso? Mais uma vez tem que se separar o desejo de poder do ser humano, da pureza divina.
Quando Saramago diz que Deus não existe porque ninguém o viu, dá uma justificação patética e ignorante, que acaba por lado desvalorizar toda esta crítica. Ora se tudo aquilo que não vemos não existe, temos de rever todos os nossos padrões de vida. Ninguém vê o amor, o vento, o calor e o frio, o medo, a energia quântica, os átomos, ninguém vê (em circunstâncias habituais) outros planetas ou galáxias, no entanto tudo isto existe, ou não? Gostaria de pedir ao Saramago, em nome da peso que ostenta na literatura e cultura mundial, que comece a refletir um pouco antes de fazer estas afirmações.
“O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus”, afirmou.
Estou certo que o teólogo Hans Kung se tenha baseado em algo para dizer o que disse, mas certamente que lhe escapou algo. Primeiro para afirmar tal coisa, temos de considerar todas as religiões existentes no mundo (e existem muitas), durante toda a História deste planeta (que é enorme). A partir do momento em que isto não é feito, há um sério risco que cair no erro ignorante.
Vou então partir que Hans Kung, teve em conta estes dois aspectos. Então posso afirmar que Hans Kung está errado, pois baseando-me em algumas escrituras (mesmo que dúbias é a única coisa na qual nos podemos basear), durante toda a História da civilização mundial, existiram períodos de unificação e de "promoção" da paz. Um caso que poderá não ser claro mas em que isso acontece é o da vida de Cristo. Por um lado Jesus corta com a Igreja Judaica e cria por isso "uma guerra", por outro Jesus une as pessoas em nome da fé através de uma moral que, pensava eu, é aceitavél a todos. Sabemos hoje que pelo menos há uma pessoa no mundo que acha mau costume, ajudar o próximo, ser fiel e leal, ser humilde, etc.
Na china por exemplo, existem escrituras que descrevem, no período mítico, a estabilidade social, por meio de uma série príncipios que não vou desenvolver por não interessar para esta exposição de ideias.
O escritor criticou também o conceito de inferno: "No Catolicismo os pecados são castigados com o inferno eterno. Isto é completamente idiota!”.
Mais uma vez o escritor não pode entender o conceito de inferno nem de paraíso se não afirma que Deus não existe. Como é que ele perde tempo para condenar o conceito de inferno, se Deus e a via divina não fazem qualquer sentido...
Neste aspecto vou dar a minha opinião pessoal sem tentar ferir terceiros. Eu interpreto o inferno e o paraíso como sentidos figurativos, assim como o Karma e o Dharma. Classifica-se a aproximação ao inferno, uma vida que fuja à moral cristã, por outro lado aquele que cumpre a moral cristã de uma forma profunda, aproxima-se do paraíso. Na minha opinião o "inferno eterno" apenas existe para o não crente, nunca como uma forma punitiva mas sim porque se o indivíduo não acredita em Deus (a sua essência), não irá percorrer o caminho divino e por isso nunca chegará ao paraíso (iluminação para os Budistas e Taoistas) ficará apenas no inferno (vida mundana, onde todos nos encontramos, reencarnando sucessivamente nesta dimensão)
É claro que a Igreja; que não é Deus, é apenas o telejornal religioso; muitas vezes "puxa a brasa às suas sardinhas". Mais uma vez cedendo à tentação do poder e da manipulação falada pelo escritor. Por isso muitas das coisas defendidas hoje pelas igrejas em geral, são descabidas, cabe a cada um filtrar a informação que é passada e ter em conta que todo o ser humano é falível. Ora a Igreja é regida por seres humanos...
“Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer”, disse.
"Nós, os humanos" Gostava que o escritor aprofundasse mais isto do que é ser humano... Agora quando afirma "somos MUITO mais misericordiosos", quase que me dá vontade de rir, não fossem todas essas mortes que ele falou em nome da religião (feita por esses mesmos humanos de que fala) e todas as outras em nome do capitalismo, ou dos idealismos comunistas ou fascistas, etc.
Mais ainda: "Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer." Em primeiro lugar ir para a prisão não é um castigo, uma punição? preocupa-me o número de contradições que um escritor "ilustre" por fazer num tão curto texto. Outra coisa, o que é que os prisioneiros fazem no interior das prisões? Por acaso, são ensinados a comportarem-se de outra forma, a respeitarem a sociedade? Que eu saiba o "tratamento" é lá ficarem todos ao molho durante x anos até que, e aqui sim por obra divina, saiam curados. Ora aqui Saramago já é crente, pois acredita que um prisioneiro sem qualquer tipo de ajuda e fechado numa fábrica de crime, pode sair melhor.
Outra coisa ridícula e que me deixa chocado, é que uma pessoa que supostamente vive do pensamento, nunca tenha interpretado a estatistica do crime. A grande maioria dos prisioneiros é reincidente. Ups, afinal não funciona! Outra ideia gira e um pouco romântica, digna de um escritor "e depois é reintegrado na sociedade, se quer”. Esta é muito irónica. É claro que o escritor deixa a salvaguarda dizendo "se quizer". Pois como é óbvio muitos ex-presidiários não pretendem integrar-se na sociedade. Querem apenas andar a fazer trafulhices arriscando a sua vida e as da sua família. E também é claro que toda a sociedade em geral aceita de braços abertos todo e qualquer ex-criminoso.
Nesta parte julgo haver alguma esquizofrenia no discurso, pois por um lado a moral cristã é boa (pois se ajudarmos o próximo, é claro que vamos apoiar e ajudar um ex-criminoso)ao contrário do que afirma, por outro mostra-se totalmente alheio à realidade mundana que mostra, todos os dias, o fiasco do nosso sistema penal (a origem etimológica da palavra "pena", do latim poena, significa castigo, suplício).
“Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”, perguntou.
Quase que nem merece comentário, mas pelo sim pelo não...
"antes, na criação do Universo, Deus não fez nada". Bom ora o que é isto do não fazer nada? Para isso é necessário entender o caminho divino, mais uma vez é, em primeiro lugar, necessário ser-se crente para poder entender o que é isto do não fazer nada. Talvez seja mais simples dizer que antes éra a unidade, agora é a multiplicidade. O objetivo de qualquer crente profundo é o que buscar a união.
O facto de criar o mundo em seis dias e descansar ao sétimo, tem mais uma vez, um sentido metafórico, que para Saramago, assumo que pareça idiota. Esta explicação deveria ser feita por um teólogo , por nunca me debrucei sobre tal explicação, por não achar essencial ao meu e ao de outros, percurso divino.
Em relação ao "nunca mais fez nada", diria, pois se ele não existe? logo nada pode fazer. Mas mais uma vez Saramago revela uma fé profunda que se assume como uma relação de ódio por não entender ou por querer entender (através da razão) Deus.
Será que nunca mais fez nada? Bem sei que para Saramago só aquilo que é vísivel é que existe. Mas qualquer crente sabe que Deus está em tudo. Ora como é que a Terra é autosustentável, mesmo com todos os nossos comportamentos incorretos, como é que o o Sol continua a iluminar o nosso planeta, etc. se Saramago lesse, estou certo que iria dizer "Idiota! as leis da física comprovam isso". Apenas posso responder que Deus está presente em tudo mesmo que não acreditemos. E não é por alguns na História, se terem aproveitado da Fé das pessoas para adquirirem alguns benefícios, que Deus deixa de existir. A Fé é pessoal e cada um deve descobri-la por si mesmo. Espero que Saramago encontra a sua.
Outra coisa há coisas que não são feitas para fazer sentido. Faz sentido o planeta andar à milhares de anos à volta do Sol? que flirt tão entediante... Faz sentido as moscas andarem-nos a chatear mesmo sabendo que mais tarde ou mais cedo as vamos esmagar com os nossos mata-moscas?. Pois, mas tudo isto e muito mais acontece, fazendo lógica ou não. O que é certo é que tudo aquilo que transcende a nossa consciência dizemos não fazer sentido. Eu diria que isso é arrogância de alguém que não sabe mas mesmo assim quer comentar.
“Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca”.
Quase que concordo com Saramago, mas quando este afirma que Deus SÓ existe na nossa cabeça, não o posso fazer. Pois Deus existe em todo o lado. Agora, creio que para o reencontrarmos, só o podemos fazer através de nós mesmos, do nosso interior explorando a nossa mente, desenvolvendo o amor compassivo e despretencioso que todos temos, é que é simbolizado pelo Coração. Por outro lado este caminho não é um confronto (palavra que se justifica pela corrente política do escritor), mas mais um reencontro. Mais uma coisa Deus não é uma ideia, Deus é!
quarta-feira, 25 de março de 2009
Ao Mestre da vida
Livres são eles,
Despidos de forma e aparência,
Tolerantes às mudanças,
Prontos para tudo e incomodados com nada.
São eles o Vento e a Água,
Governam o mundo sem governar,
Governados pelo Céu,
Vivem dando vida a tudo,
A Água fonte da Vida,
O Vento pilar do dinamismo e da fertilidade
Os dois elementos divinos que alimentam a Terra,
Da qual nascem montes e vales,
Que acolhem a Água e guiam o Vento.
Rica é a harmonia numa manhã celeste,
O cântico dos pássaros,
O sopro nas folhas das árvores,
Os saltos dos peixes no rio,
Tudo isto acontece aos olhos do divino espectador,
Daquele que actua na inércia,
Que fala sem palavras,
Nos guia pela intuição,
Ele que está dentro dos nossos corações e nos anima,
É a ele que tudo se deve,
A ele que agradecemos,
Graças a ele contemplamos,
Os montes e vales
O combate eterno entre as ondas do mar e as rochas da terra,
O cheiro do Jasmim e da Gardenia,
A brisa da Primavera que nos acaricia a face,
E tudo o aquilo que nos anima,
Tudo,
E mais ainda,
Porque o totum é perfeito
A Ti devemos Obrigado
segunda-feira, 23 de março de 2009
A nova doença...
...a obcessão pela saúde
Numa nova fase da humanidade e com o ressurgimento das medicinas holísticas, começa a aparecer, mais do que a fobia pela doença, a obcessão pela saúde.
Ao contrário da medicina Ocidental, que ignora alguns distúrbios orgânicos, aceitando-os como “normais”, a medicina holística tendo como referência a saúde, avalia todos os desequilíbrios, lutando constantemente no caminho da saúde perfeita.
Sendo esta uma atitude de louvar, permite, por outro lado pensar, que nunca estamos bem e muitas das vezes, a sobrevalorizarmos os nossos desequilíbrios.
Hoje muitas pessoas que buscam a saúde, estão obcecadas pela mesma, queixando-se sempre de algo, e procurando sempre o porquê desse aparente desequilíbrio. Embora seja importante cada um de nós valorizar o nosso corpo e cuidar dele, devemos aceitar o facto, de este estar diariamente sujeito a alterações que muitas das vezes, e embora temporariamente, não são agradáveis nem positivas. E se por um lado, a pessoa que não dá valor à sua saúde e não cuida do seu corpo e da sua mente, está sempre sujeita à doença, que com a falta de cuidado, leva à cronicidade da mesma e a uma morte precoce; do outro lado, a pessoa que está obcecada com a saúde conseguindo muitas das vezes cuidar do seu corpo físico, estando invariavelmente impossibilitada de atingir a saúde mental, devido à obcessão que a mesma tem pela saúde.
O facto de nunca estarmos satisfeitos com o nosso estado leva-nos ao sentimento de frustração, descontentamento, revolta, depressão, etc. Isto não revela a necessidade de abandonar o caminho da saúde, apenas de o reforçar, dizendo que o caminho para a saúde é longo, talvez interminável, e que se a saúde é física, ela é essencialmente mental e espiritual. E para que consigamos atingir a saúde ao nível mental e espiritual, temos de estar em paz com nós mesmos , abraçarmos os nossos defeitos e alegrarmo-nos com as nossas virtudes.
Devemos caminhar a um passo calmo e certo, reconhecendo que outros andarão mais depressa, outros mais devagar. Deveremos estar centrados em nós mesmos, estar atentos ao nosso crescimento, apoiarmos as nossas fraquezas como se de um filho se tratasse e felicitarmo-nos diariamente por estarmos a caminhar para crescer diariamente.
A saúde começa no momento em que aceitamos que somos doentes. Este reconhecimento e a força de melhorar, é saúde!
Por isso não há razão para nos sentirmos mal com nós mesmos, insatisfeitos, tristes ou frustrados. Estamos a conquistar a saúde de dia para dia. Com altos e baixos, aprendemos e reconhecer-nos e a identificar as nossas fraquezas.
Dêem valor à saúde reconhecendo a doença como uma ferramenta fundamental e essencial para a mudança.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Medicina hólistica, a medicina do futuro e porquê?
A partir desse momento, Nós, começámo-nos a julgar donos do mundo e, com isso, tudo mudámos com o pretexto de acharmos ser o melhor para nós.
Passamos a acreditar apenas naquilo que comprovamos com o nosso paradigma científico ("ver para crer"), o que nos levou à hipocrisia e ignorância de negar hoje o que defendemos amanhã.
Como é que os nossos filhos nos podem levar a sério quando hoje lhes dizemos que esta civilização é a mais evoluida de todos os tempos, e amanhã já dizemos não é bem assim... Amanhã ficamos a saber que, o que ontem era maravilhoso, hoje é terrível pois criou desiquilíbrio social, destruição do nosso planteta, aumento das catástrofes naturais, degradação da saúde, etc.
Ora Hoje, em pleno século XXI, o Homem parece ter recuperado desta paragem cardíaca. Hoje começamos a ter um pouco de consciência daquilo que se vai passando à nossa volta. Começamos a dar um pouco de valor aos costumes dos nossos ancestrais, começamos a tentar recuperá-los, pouco a pouco.
Hoje a saúde começa a aparecer como verdadeiro factor de felicidade, um não existe sem o outro, não se é feliz sem saúde, nem se tem saúde sem felicidade. Hoje cada um de nós começa a exigir o direito à Saúde. Este é o direito básico de cada ser vivo.
Mas como podemos nós ser saudáveis nesta sociedade? Será que sabemos como atingir esta benção?
E como que por milagre, aparecem as medicinas holísticas, algumas delas, pois outras foram destruidas nos tempos bárbaros da ignorância...
Mas as poucas de que temos conhecimento dão-nos tudo aquilo que precisamos, ensinam-nos como sair deste caminho doentio, e encontrar o caminho de volta para o nosso paraíso.
O que falta então? Nada!!!
Temos então de deitar mãos à obra, esta é uma altura de trabalho, de comunicação, de entreajuda, de professor/aluno. Devemos educar todos os jovens que se fizermos bem hoje, amanhã não terão de voltar a trás como nós, pois estão a seguir o caminho correcto.
A medicina Holística não é apenas a medicina do Futuro, mas sim a Medicina, horizontal e intemporal, e que por isso nos dá a segurança necessária para seguirmos em frente.
domingo, 1 de junho de 2008
Milagres existem? o que é um milagre...
segundo o site www.dicionarioinformal.com.br:
- Milagre - Entende-se por milagre a ação, o fato ou acontecimento que é impossível de explicar-se segundo as ciências naturais atribuindo-se então o acontecido a um mover sobre-natural de ordem Divina, ou seja, a Deus.
- miraculum, vem do verbo latino mirare, que significa admirar-se, maravilhar-se. É fato que tem caráter extraordinário, fora do comum, a sua realização é atribuída à onipotência divina, é considerado como um ato de intervenção divina no curso normal dos acontecimentos.
Mas realmente para quem Deus não passa de uma mera crênça humana, como explicará algo que não tem explicação???
A esta pergunta não sei responder, pois para mim, como já argumentei anteriormente, Deus existe e está no meio de nós.
Mas segundo estas definições surge algo de interessante. Se é considerado milagre, tudo aquilo que não tem explicação na altura do acontecimento, o que hoje é milagre amanha pode ser algo banal...
Pois o que hoje não tem explicação, amanhã terá. Pois tudo o que ocorre tem uma razão de ser, e se existe, se acontece, então é possível de ser conhecido o seu processo.
Então, após este desvaire intelectual, os milagres não existem, pois tudo na terra funciona em harmonia com uma razão de ser.
Será que ao eliminar a existência de milagres estamos a retirar a fé???
deixo esta pergunta aos restantes pensadores...
terça-feira, 6 de maio de 2008
Teologia...
O facto de Jesus poder ser considerado como a perfeita encarnação do ideal que floresceu na Índia com o budismo Mahayana é de singular importância. Mesmo nos pequenos detalhes, ele apresenta características do Bodhisattva ideal, delineadas no século III c.C., quando o Budismo abandonou o intimismo dos monges de Hinayana, para se tornar uma religião popular e universal. A existência terrena de um Bodhisattva é totalmente determinada pela sua missão de salvador, destinado a conduzir todas as almas no caminho recto da redenção dos sofrimentos humanos.
Apesar de todas as tentativas feitas no sentido de obscurecer a verdadeira origem dos ensinamentos de Jesus, e apesar da rigorosa canonização dos evangelhos, ainda encontramos mais de «cem passagens» claramente enraizadas na antiga tradição budista.
Antes, porém, de entrarmos nesta questão, é preciso salientar que Jesus nunca foi um judeu ortodoxo tradicional, como é geralmente apresentado. O modo como ele encarava a morte, a família, as mulheres e as crianças, é exemplo de como diferia da religião judaica tradicional.
Jesus é considerado o responsável pela desmistificação de tudo aquilo que era considerado sagrado na cultura judaica. É o que acontece, particularmente, no que se refere à morte e à família. Em quatro versículos sucesssivos, Lucas mostra-nos que Jesus colocava a liberdade e o amor acima dos rígidos costumes e ritos fúnebres: «Disse a outro: ‘Segue-me.’ Mas este respondeu: ‘Senhor, permite-me ir primeiro enterra o meu pai.’ Mas Jesus replicou: ‘Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus’» (Lucas,9,59-60). Também as relaçõse familiares assumem uma importância secundária: «E um outro disse-lhe ainda: ‘Senhor, eu te seguirei, mas permite-me primeiro que me despeça dos que estão em minha casa.’ Mas Jesus respondeu: ‘Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus’» (Lucas,9,61-62). Semrpe que os ensinamentos de Jesus tocavam em questões de família, acabavam por ferir os sentimentos judeus, como fez notar o judeu Montefiore. «Se alguém vem a mim e não aborrece a seu próprio pai e mão, mulher, filhos, irmãos, irmãs... não pode ser meu discípulo» (Lucas,14,26-27). «Aquele que ama o seu pai ou a mão mais do que a mim, não é digno de mim; e aquele que ama mais o seu filho ou a sua filha mais do que a mim, não é digno de mim» (Mateus,10,37). «Estando ainda a falar às multidões, a sua mãe e os seus irmãos estavam do lado de fora procurando falar-lhe. Jesus respondeu àquele que o avisou: ‘Quem é a minha mão, e quem são os meus irmãos?’ E, aopntando para os discípulos, disse: ‘Aqui estão a minha mãe e os meus irmãos’» (Mateus,12,46-49). Este verdadeiro Jesus, em nome de quem foram realizadas tantas «cruzadas em prol da família», precisou de fugir do cerco da sua própria família que tentava sufocá-lo. Mateus, o evangelista dos judeus, cita ainda outra passagem de Jesus, que nunca tinha sido formulada e que escandalizou os judeus: «Com efeito vim contrapor o homem ao seu pai, a filha à sua mãe e a nora à sua sogra.» E, antecipando Freud, prosseguiu: «Em suma: os inimigos do homem serão os seus próximos familiares» (Mateus, 10,35-36).Actualmente existe uma crença muito difusa de que a atitude negativa de Jesus, diante da sacrossanta estrutura das relações familiares, constituiu, dentro do contexto cultural do seu tempo, um fenómeno sem precedentes. Mas não é este, precisamente, o ensinamento que conduz à total renúncia ao egoísmo e à autocomplacência, tanto em pensamento como em acção? Para ser digno da salvação o Homem deve despegar-se de todas as tendências pessoais e individualistas e superar a barreira dessas limitações egoístas. Enquanto o Homem não for capaz de se libertar das paixões e desejos terrenos, continuará sujeito ao ciclo das reencarnações. Jesus dava pouca importância aos ditames inúteis, vazios e inexpressivos da legislação judaica. O desprezo expresso pelas leis do sábado aacbou por conduzi-lo à cruz.
de Holger Kersten, em "Jesus vivei na Índia"
sábado, 3 de maio de 2008
Conhecimento Interior - A minha perspectiva
Não vou fazer uma tese sobre o que será isso da busca do Eu, mas sim partilhar convosco e com quem queira também deixar o seu testemunho, da tomada de consciência que tive sobre querer…
Muitas vezes criamos expectativas irreais em relação a nós mesmos e caímos nos mesmos erros vezes sem fim… deixamo-nos afectar por coisas que não têm assim tanta importância, reagimos impulsivamente quando também não havia necessidade disso...Talvez a raiz do problema esteja no facto de não nos conhecermos a nós próprios, as nossas limitações, o que temos de melhorar em nós e como…
Acho que só quando nos conhecemos realmente podemos e conseguimos atingir o grau de felicidade que todos aspiramos. Podemos ter dinheiro, casa, amigos, a pessoa que gostamos ao nosso lado…Mas…é connosco que temos que viver toda a vida! Mesmo quando estamos longe de tudo! Nós continuamos ali…
São as nossas limitações, as nossas virtudes, as nossas emoções e reacções que temos que conhecer! Porque só assim podemos ser nós na realidade e não na irrealidade que é fruto do desconhecimento…
A importância deste conhecimento a meu ver vai mais além…permite-nos, quando o alcançamos, mostrar o que de melhor há em nós e que estava coberto de pó! Porque não lhe dávamos uso! Porque não sabíamos que o tínhamos!!!
E quantas vezes paramos para pensar em tudo isto?
quinta-feira, 13 de março de 2008
Até onde nos levou o Porquê...
Ora questionar é, segundo o dicionário, por em discussão, discutir ou contestar.
Exige então reflexão, capacidade unica do ser humano, segundo o próprio.
Reflexão é o acto de ponderar, comentar, pensar
Partindo do principio que nós, Homens, temos Razão, e somos os únicos a tê-la; vamos então tentar entender até onde nos permitiu chegar a tão valorizada palavra, Porquê...
O porquê, questiona e exige, por parte do indivíduo, um acto refectivo de ponderação que permite efectuar uma possivel rectificação do problema em causa.
Ora isto leva a uma evolução, positiva ou negativa, racional.
Pois penso estarem de acordo, existe evolução irracional, intuitiva e instintiva; pois se assim não o fosse onde estariam todos os outros seres vivos discriminados pela consciência.
Ora esta característica permitiu ao Homem decidir o seu próprio rumo.
Hoje grande partes das alterações da nossa vida são causa de uma característica unica, a Reflexão.
Hoje o Homem vive em casas, tendo adquirido o seu conforto; tem meios de transporte que o permitem viajar em todo o mundo em tempo muito reduzido, coisa impossível à poucos séculos atrás; desenvolveu uma medicina puramente racional baseada no estudo científico, embora esta, a meu ver, continue sem apresentar resultados satisfatórios; desenvolveu meios de comunicação que o permitem entrar em contacto com o mundo inteiro sem ter estar fisicamente presente; desenvolveu uma sociedade complexa e interdependente com novas tarefas que nunca antes tinham existido.
Tudo isto é grande quando comparamos com, por exemplo uma formiga.
Vamos então estabelecer uma pequena comparação, se é que será possível fazê-la
Hoje o Homem possui todas estas coisas.
Na antiguidade pouco após o Homo Erectus e logo no início do Homo Sapiens (o Homem Sábio ou consciente) o que é que o Homem tinha?
- Vivia em pequenas comunidades
- Vivia em busca de comida (ainda hoje é a base da nossa vida, trabalhamos para nos poder-mos sustentar, ou seja, comer e ter um "tecto" onde morar),
- Desenvolvia técnicas de protecção que o permitiam viver com maior segurança (tal como nós, embora hoje a segurança existe para nos proteger-mos uns dos outros)
- Tratavam-se intuitivamente, e com substâncias existentes no meio onde viviam (Embora hoje esteja cada vez mais em voga a medicina tradicional ou natural, grande parte da população recorre a tratamentos com base na medicina sintétia e mecânica)
Faço agora uma pergunta a quem quizer participar.
Estamos bem como estamos? Estaremos no caminho certo? Será que a reflexão nos trouxe aquilo que precisavamos? Será que aquilo de que precisamos necessita reflexão?
Agradeço os vossos comentários
sábado, 2 de fevereiro de 2008
Tudo e nada...
O Todo, a matéria, o átomo
O Todo compreende a matéria e esta o átomo
A matéria é um conjunto de átomos organizados
O átomo é a unidade básica do Universo!
O Universo é tudo, o Universo somos nós, nós somos o Universo!!!
O que nos difere uns dos outros, das plantas, das rochas, das máquinas???
Intelecto? Minerais? Motricidade?
Todas as estruturas vivas ou não vivas são constituidas por conjunto de células, que por sua vez contêm um grupo de moléculas que por sua vez contêm um grupo de átomos, assim como tudo no Universo; plantas, rochas, máquinas...
Então não há homem, rocha ou planta; Há!
Há Universo, há tudo, há um conjunto de matéria
Somos todos o mesmo!!! Todos uma unidade
Se somos todos o mesmo, porque não nos misturamos entre nós, porque é que existe forma e diferenciação?
Porque é que os nossos corpos não se diluem na água, as plantas descendam para a terra o fogo se transforma em sol???
Consciência!
A consciência é essencial para que tudo isto aconteça, ou não aconteça
O homem tem consciência, a planta tem consciência, a maquina... tudo tem consciência do que é e do que não é!
A célula tem DNA, consciência... o átomo é consciencia?
O átomo é determinante para toda esta rede, toda esta estruturação
Mas se quizermos o contrário???
Se quizermos desorganizar, destruturar, destruir...
Será possível desorganizar-mo-nos e reunir-mo-nos ao Todo?
Sim!!!
Esse é o processo final, ou o inicial, a MORTE!!!
O renascimento! A união com o que somos e o que não eramos, o Universo, DEUS!!!
A morte consiste na paragem cardio-respiratória sem assistência médica, pois sem máquinas o organismo não irá sobreviver...
Então o Coração, o espírito sai e reencontra-se rapidamente com o Céu, o universo, devido à sua natureza dócil e volátil; por sua vez o corpo, e lentamente desintegra-se, ou integra-se naquilo que a produziu.
Forma-se um ciclo
Universo - Individualização - Forma - "Vida" - Morte (Renascimento) - Vazio - Universo
Se vivemos num ciclo, nós universo, indivíduos, vida e morte, e universo outra vez; Somos tudo e nada, somos Imortais!!!
Imortais pois o universo é eterno, ele produz vida e morte, enfraquece-se ao gerar e enriquece-se ao receber através do renascimento de si mesmo
Mas de onde vem o Universo???, força divina e inesgotável, eterno criador de si mesmo?
De nada! Do Vazio.
É no Vazio que tudo nasce, daí a noção de espaço. O espaço, conjugado ao tempo permite a criação, o crescimento.
Ora o Vazio antecede o Todo, o Universo.
Uma semente ganha o seu espaço na superfície da terra; escondida entre a humidade das folhas secas que cairam da sua mãe, recebe os raios de sol que a farão despertar para o individualismo, o desenvolvimento da forma já criada.
Cresce no egoismo da individualidade, à separação do resto, nasce um ser "diferente dos outros", amadurece, personaliza-se; mas no fim, recupera o bom senso e retorna à sua origem.
Morre e desintegra-se através do ar, da água, dos parasitas, de si mesmo!!!
Desaparece, dá-se o VAZIO!
No Vazio há Universo, do Universo gera-se a forma e recomeça um novo ciclo!
Porquê um ciclo?
Existirá evolução?
Estaremos sempre a voltar ao ponto de partida?
Se tudo é um ciclo e se somos forma e não forma; Universo; Vida e Morte; somos então príncipio e fim, somos o Todo e somos o Nada,
Somos o Ciclo
Somos o Todo e o Nada
Somos quem queremos e quem não queremos
Somos o Eu o Tu e o Ele
SOMOS QUEM QUEREMOS SER!!!