Ainda estou para conhecer o primeiro ser humano que não tenha a obtenção da Felicidade como um grande objectivo de vida.
Certo que alguns se resignam com o seu distanciamento, vivem a acreditar que o estado de Felicidade é transitório e que não está sobre o controle do próprio. Isto acontece talvez porque não pensamos na raíz da felicidade e porque somos levados a crer que a Felicidade está assente na surpresa, na conquista, na exaltação...
Vivemos uma vida de acumulação e isso deve-se, essencialmente, porque consideramos que essa acumulação irá produzir mais felicidade ou momentos de felicidade.
Contudo, a acumulação traz o outro lado... Com a acumulação vem a necessidade de cuidar, o tempo encurta com o aumento das posses, a liberdade tende a diminuir...
O acumulo leva-nos a ter cada vez mais a perder e isso começa a afectar a nossa forma de estar.
Mas a Felicidade é selvagem, não requer nada... Como uma flor que brota na intempérie assim é a felicidade. Também tendemos a cuidar da flor por ser tão bela, mas na realidade é desevolve-se naquele ambiente errático natural, sem amarras, sem predeterminações...
Para obter um estado de Felicidade estável é importante remover, não adicionar...
Simplificar, não complicar...
Pois na realidade já temos o essencial para que a Felicidade brote, a vida!
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